A Origem da Escola Dominical no Brasil – Parte 3

Alguns apontamentos históricos (3) (Final)

4. Os Presbiterianos e a Escola Dominical

O Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867) foi o primeiro missionário presbiteriano a se estabelecer no Brasil (12/8/1859) – antes dele esteve o Rev. James Cooley Fletcher (1823-1901), todavia, ele não pregou em português nem fundou igreja alguma, pois esta não era a sua missão, contudo, realizou um trabalho notável.

Simonton à caminho do Brasil

Em sua viagem de 55 dias, Simonton – mesmo sem a aprovação do Capitão,[1] ”nominalmente católico”[2] – estabeleceu uma Escola Dominical nos “aposentos dos marinheiros”, tendo boa aceitação e interesse.[3] Todavia, se isso o agradava, não o iludia, conforme escreveu três dias antes de desembarcar no Rio de Janeiro:

Dois ou três (marinheiros) disseram que pretendem mudar de vida no futuro mas temo que isso signifique apenas uma autorreforma. Acham que precisam deixar o mar para corrigir a vida. Conversei com a maioria deles, e fiquei a par de suas vidas; todos se parecem; ou foram abandonados sem parentes ou amigos, ou queriam ver o mundo e gozar a mocidade (…). Mas não se podem levar a sério todas essas promessas. Eles se arrependem no mar e pecam em terra.[4]

 

Primeiros trabalhos de Simonton no Brasil

Simonton, antes de vir para o Brasil estudara por algum tempo o português em New York,[5] no entanto, não se sentia seguro, como é natural, para pregar nessa nova e difícil língua.

Conforme escrevemos recentemente,[6] seus primeiros trabalhos foram, como não poderiam deixar de ser, em inglês. No dia 28/08/1859, Simonton dirigiu em inglês o seu primeiro culto no Rio de Janeiro, a bordo do navio “John Adams”, com a assistência de cerca de 200 pessoas, as quais demonstraram interesse.[7]

No dia 11/09/1859, pregou sobre “Orai sem Cessar”, a bordo do mesmo navio, com igual assistência, acrescida apenas de três Capitães e esposas. “A audiência estava atenta”.[8]

Mesmo tendo facilidade no estudo de línguas,[9] nos primeiros meses de Simonton no Rio de Janeiro, torna-se visível a sua angústia por não conseguir aprender o português tão rapidamente como gostaria. Ele se ofereceu a algumas pessoas para ensinar o inglês ou outra língua morta, enquanto elas, no caso, ensinar-lhe-iam o português ou, se não fosse o caso, ele forçosamente aprenderia o português, por ser obrigado a conversar com seus alunos na língua materna deles.

Aqui dois personagens devem ser destacados: o primeiro, é o Dr. Manuel Pacheco da Silva (1812-1889), a quem Simonton trouxera carta de apresentação remetida pelo Rev. James C. Fletcher (1823-1901).[10] O Dr. Pacheco era um intelectual, diretor do Externato do Colégio Imperial Dom Pedro II de 1855 a 1872, função que exerceu com competência. Ele tornou-se amigo, aluno de inglês e confidente de Simonton.[11]

No início de seus contatos, o Dr. Pacheco ofereceu-se para ajudá-lo no estudo do português e Simonton retribuiu a oferta para o estudo do Hebraico. Foi ele quem apresentou Simonton ao segundo personagem, que destaco; o Dr. Teófilo Neves Leão, que era Secretário da Instrução Pública, o qual se comprometeu a ajudar o nosso missionário a abrir legalmente uma escola particular.[12]

Os dois tornaram-se amigos. Em dezembro de 1859, Simonton registra: “Começamos no dia seguinte (a aprender português e a ensinar inglês) e agora vou diariamente a seu escritório às duas horas. É importante ter como professor alguém que tenha bom conhecimento da língua”.[13]

Apesar destes esforços, Simonton continuou tendo dificuldade com a língua e, as duas vezes nas quais anunciou no jornal a sua disposição em ensinar, não lhe trouxeram alunos.[14]

Em 02/01/1860, Simonton mudou de residência, indo morar com uma família que falava português. Visivelmente agradecido a Deus pela sua divina Providência, escreve: “Muitos esforços e orações foram coroados de êxito e moro em casa onde posso ouvir e falar o português (…) Estou bem instalado, mais que esperava em casa de fala portuguesa; já era mais que tempo de saber a língua da terra”.[15]

Um ano depois escreveria com moderada alegria e ao mesmo tempo com um desafio explícito de se aperfeiçoar em nossa língua.[16]

Nesse ínterim, em 24/07/1860, chega ao Rio de Janeiro, após uma viagem tempestuosa de 90 dias, o Rev. A.L. Blackford (1829-1890) e sua esposa Elizabeth Wiggins Simonton (1822-1879), irmã de A.G. Simonton. Era o apoio de que Simonton precisava. No dia 25, foi buscá-los a bordo, quando, então desembarcaram.[17]

 

A Escola Dominical entre os Presbiterianos

Finalmente, em 22 de abril de 1860, Simonton começou uma classe de Escola Dominical no Rio de Janeiro, ao que parece na casa do Sr. Grunting, onde havia alugado um quarto para a sua residência, desde 10/4/1860, por um período de quase seis meses. Este foi o seu primeiro trabalho em português. Os textos usados com as cinco crianças presentes (três americanas da família Eubank e duas alemãs da família Knaack), foram: A Bíblia, O Catecismo de História Sagrada  e o Progresso do Peregrino, de Bunyan.[18] Duas das crianças, Amália e Mariquinhas (Knaack), confessaram ou demonstraram na segunda aula (29/04/1860), terem dificuldade em entender John Bunyan.[19]

Aqui vemos delineados os princípios que caracterizariam a nossa Escola Dominical: O estudo das Escrituras e o estudo da história Bíblica por meio do Catecismo de História Sagrada,[20] com uma aplicação ética e mística, por intermédio do Progresso do Peregrino.

 

A Escola Dominical em São Paulo

A primeira Escola Dominical organizada em São Paulo pelos presbiterianos, ocorreu no dia 17 de abril de 1864, às 15 horas, com sete crianças, sob a direção do Rev. Alexander L. Blackford (1829-1890), que depois do Rio de Janeiro, veio para São Paulo em 09/10/1863.[21] Esse trabalho permaneceu e, posteriormente o seu horário foi transferido para às 10 horas, sendo seguido de um ato de Culto.[22]

Em 1868 parece haver três Escolas Dominicais entre os presbiterianos.[23]Há uma descrição muito cativante feita por Chamberlain em 1869 da Escola Dominical no Rio. Conta como devido a uma pilhéria de um guarda, o missionário e os demais começaram a chamar a Escola Dominical de Batalhão de os Bíblias.[24]

 

Anotações finais

A Escola Dominical é a Escola do Senhor, aquele que tem domínio sobre todas as coisas. Como vimos, Deus nos deu a sua Palavra para que a conheçamos, meditemos e a pratiquemos, sendo conduzidos a Jesus Cristo (Jo 5.39): “O conhecimento de Deus é a genuína vida da alma….”, resume bem Calvino (1509-1564).[25] Assim, na sua Escola, o natural e indispensável é que o Livro-texto seja a sua Palavra e, que o currículo seja elaborado a partir daí em suas perspectivas, conteúdos e conclusões, formando assim, um quadro de referência bíblico.

A Escola Dominical se constitui para a Igreja e para a família em organismo de fundamental importância. Para aqueles que por muitos ou mesmo alguns anos têm desfrutado do privilégio de participar dessa Escola, esta afirmação não carece de demonstração. A Igreja ao longo dos anos tem sido amplamente abençoada por meio do ensino ministrado na Escola Dominical. Aqui ressaltamos a necessidade de ambas – a Escola Dominical, como parte da Igreja e a família – caminharem juntas na promoção e integração do cultivo da vida cristã orientada pelo ensino da Palavra.

A Escola Dominical não substitui o ensino familiar: o culto doméstico, a prática da oração e o testemunho dos pais (2Tm 1.3-5; 3.14-15/Pv 22.6/Dt 4.9-10); antes é um reforço a esses procedimentos, sendo retroalimentada pelas próprias famílias. Na Escola Dominical temos uma escola sui generis, entre outros, pelos seguintes motivos: pelo seu currículo  permanente (A Bíblia), pelo seu propósito eterno (Santidade) e pela sua integração (toda a família). Esta é a Escola do Senhor!

No ano de 1913, Herculano de Gouvêa Jr. escreveu um artigo para a Revista de Missões Nacionais, intitulado: “O que se deve esperar da Escola Dominical”. O articulista apresentou três benefícios “que a Igreja pode receber da Escola Dominical”, a saber: a) “A conservação dos filhos da Igreja no seio dela”; b) “Um conhecimento mais metódico, regular e completo da Bíblia, ministrado aos membros da Igreja”; c) “Conversões”.[26]

Na edição de setembro da Revista de Missões Nacionaes, foram publicados cinco artigos de alunos[27] do Seminário Presbiteriano do Sul dirigidos à Escola Dominical. Estes artigos, reunidos e prefaciados pelo professor, que suponho ser o Rev. George E. Henderlite (lamentavelmente não consta o nome do professor), foi publicado sob o título: O Mestre da Escola Dominical.

No prefácio, o professor diz: “Igreja que não ensine não pode evangelizar o Brasil”.[28]

À frente continua:

Sem a meditação na Palavra da Vida, a Igreja Reformada no Brasil será apenas um pouco melhor do que a Igreja Romana com suas inépcias e fracassos (…). Somente o Evangelho da graça e a verdade do Filho de Deus poderá transfigurar o caráter nacional.[29]

Hoje, ainda cremos que as observações do Rev. Herculano de Gouvêa Jr. (1891-1964) são coerentes. A Escola Dominical se propõe a educar biblicamente os filhos da aliança, solidificar a fé dos adultos por meio de um ensino sistemático das Escrituras e ser um instrumento de evangelização para que, aqueles que não conhecem a Cristo possam fazê-lo e, pelo Espírito, se renderem ao Senhor.[30]

Somos herdeiros desse trabalho que cresceu e frutificou. Cabe-nos a responsabilidade de participar, orar e usar a nossa inteligência para aperfeiçoar a Escola Dominical, a fim de que partindo sempre das Escrituras Sagradas, ela continue sendo um veículo poderoso de propagação do Evangelho e de edificação espiritual da Igreja.

 

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

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[1]Diário de Simonton, 4/7/1859.

[2] Diário de Simonton, 1852-1867, 19/6/1859.

[3]Diário de Simonton, 4/7/1859; 11/7/1859; 25/7/1859; 9/8/1859.

[4]Diário de Simonton, 9/08/1859.

[5]Júlio A. Ferreira, História da Igreja Presbiteriana do Brasil, 2. ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992, v. 1, p. 21.

[6] Os parágrafos abaixo foram basicamente retirados de meu texto publicado recentemente: Simonton: Missionário e Pastor. (https://ridleymota.com.br/index.php/2023/08/22/simonton-missionario-e-pastor/) (Consultado em 04.09.2023).

[7]Diário de Simonton, 31/08/1859.

[8]Diário de Simonton, 12/09/1859.

[9]No seu curso teológico, destacou-se no estudo das línguas orientais. (David Gueiros Vieira, O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil, Brasília, DF.: Editora Universidade de Brasília, 1980, p. 135). É perceptível pelos registros que fez em seu Diário, o gosto que tinha pelo estudo de línguas estrangeiras. Assim, nos deparamos com, ao que parece, um bom conhecimento de latim (Diário de Simonton, 14/01/1854), grego (Diário de Simonton, 31/12/1854), alemão (Diário de Simonton, 31/12/1854), hebraico (Diário de Simonton, 20/05/1855; 04/01/1856; 08/09/1859), árabe (Diário de Simonton, 08/02/1858); e, posteriormente o português, língua que Simonton aprendeu a falar fluentemente e escrever com estilo e elegância.

[10] Cf. David Gueiros Vieira, O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil, p. 91 e 135.

[11]Cf. David Gueiros Vieira, O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil, p. 91. O Dr. Pacheco tornar-se-ia também amigo do casal Agassiz, sendo alvo constante de referências que dignificam sua pessoa e amizade (Veja-se: Luiz Agassiz; Elizabeth C. Agassiz, Viagem ao Brasil: 1865-1866, Belo Horizonte, MG.: Itatiaia; Editora da Universidade de São Paulo, 1975, p. 53,75,91,92,275). Jean Louis Rodolphe Agassiz, era suíço de nascimento. Porém, naturalizou-se americano. Ele era filho de um ministro protestante e, a sua esposa, Elizabeth Cary Agassiz, que fez parte da sua expedição ao Brasil, era filha de um pastor calvinista. (Cf. Boanerges Ribeiro, A Igreja Presbiteriana no Brasil, Da Autonomia ao Cisma, São Paulo: O Semeador, 1987, p. 9). A Imprensa Evangélica de 01/07/1865, p. 1-2, dedicou com entusiasmo o seu editorial à importância da expedição chefiada por Agassiz, bem como à sua ínclita pessoa. A certa altura do editorial, o jornal diz: “Não conhecíamos, porém ainda, as belas qualidades pessoais do sábio professor, nem até onde ia o seu zelo em propagar as ciências. Não esperávamos que ele se julgaria tão penhorado do bom agasalho da capital do império, que desde já quisesse pagá-lo de um modo igualmente digno de si e satisfatório para todos aqueles que o saudaram em nome dos interesses da verdadeira ciência. Não sabíamos, o que só pode ser devidamente apreciado pelos que de perto conhecem o Sr. Agassiz, quão perfeitamente a modéstia se casa com a grandeza, e a simplicidade com profundo saber” (p. 1).

Na sessão do dia 19/05/1865, Agassiz foi agraciado pelo Instituto Histórico e Geográfico, com o título de membro honorário (Cf. David Gueiros Vieira, O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil, p. 79).

Como curiosidade cito que o então jovem estudante de medicina, William James (1842-1910), com seus 23 anos, fez parte dessa expedição. Ele fez anotações em um diário que seria posteriormente publicado. (Veja-se: Maria Helena P. T. Machado, org. O Brasil no Olhar de William James: Cartas, Diários e Desenhos. 1865-1866, São Paulo: EDUSP., 2011).

[12] David Gueiros Vieira, O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil, p.135.

[13]Diário de Simonton, 02/12/1859.

[14] Vejam-se: Diário de Simonton, 08/09/1859; 08/11/1859; 26/11/1859; 02/12/1859; 03/01/1860; 21/01/1860; 24/02/1860; 13/08/1860, etc.

[15]Diário de Simonton, 03/01/1860.

[16]Veja-se: Diário de Simonton, 20/01/1861.

[17] Vejam-se: Diário de Simonton, 11/04/1860; 06/06/1860; 08/07/1860; 21/07/1860; 13/08/1860.

[18]Diário de Simonton, 28/04/1860.

[19]Diário de Simonton, 01/05/1860.

[20]Estou convencido de que este Catecismo seja o mesmo que ele publicou parcialmente na Imprensa Evangélica, em geral uma parte por mês, a partir da edição de 16/02/1867 até 16/11/1867, sob o título “Catecismo da historia da nossa redempção”.

Em 1867, A Imprensa começa a publicar o Catecismo, iniciando com uma nota explicativa:

“A Bíblia em grande parte é história, e o plano da nossa redenção atravessa longos séculos, começando a descobrir-se a Adão e Eva e alcançando o seu perfeito desenvolvimento com a descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste.

“Se queremos compreender a Bíblia e torná-la compreensível aos outros, é mister darmos a devida importância à sua forma histórica. É necessário acompanhar passo a passo o desenvolvimento do plano de Deus em relação à nossa raça e comentar os fatos na ordem em que se sucedem” (Imprensa Evangélica, 16/02/1867, p. 27).

Este Catecismo seria publicado até a Imprensa de 16/11/1867, p. 174-175, com a promessa de continuar. No entanto, Simonton morreria semanas depois, o que me leva a crer que o referido trabalho era de sua autoria.

[21]Blackford (1829-1890) chegou ao Brasil, acompanhado de sua esposa, Elizabeth W. Simonton (1822-1879), em 25/07/1860. Ele trabalhou primeiramente no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, organizando a primeira igreja presbiteriana na então Província de São Paulo (05/3/1865). (Vejam-se, entre outros: Rev. Antonio Trajano, Esboço Histórico da Egreja Evangelica Presbyteriana: In: Álvaro Reis, ed. Almanak Historico do O Puritano, Rio de Janeiro: Casa Editora Presbyteriana, 1902, p. 13; O Estandarte, 18/1/1912, p. 8; Boanerges Ribeiro, O Padre Protestante, p. 100; Boanerges Ribeiro, Protestantismo e Cultura Brasileira, p. 46; Vicente T. Lessa, Annaes da 1. Egreja Presbyteriana de São Paulo, p. 24).

[22]Boanerges Ribeiro, Protestantismo e Cultura Brasileira, p. 61; Carl Joseph Hahn, História do Culto Protestante no Brasil, p. 175.

[23] Veja-se: Boanerges Ribeiro, Protestantismo e Cultura Brasileira, p. 268.

[24] Veja-se: Boanerges Ribeiro, Protestantismo e Cultura Brasileira, p. 268-270.

[25] João Calvino, Efésios, São Paulo: Paracletos,1988, (Ef 4.18), p. 136-137.

[26]Herculano Gouvêa Jr., O que se deve esperar da Escola Dominical: In: Revista das Missões Nacionaes, Outubro de 1913, p. 1-2.

[27] Galdino Moreira, Julio Nogueira, Jorge Goulart, Paschoal Pitta e João Camargo.

[28]O Mestre da Escola Dominical, Campinas, SP.: Imprensa do Seminário Theológico de Campinas, 1913, p. 3.

[29] O Mestre da Escola Dominical, Campinas, SP.: Imprensa do Seminário Theológico de Campinas, 1913, p. 7.

[30] “A obra missionária completa é anunciar o Evangelho, ganhar homens e mulheres para Cristo, trazê-los para a comunhão da igreja e, então, cuidar para que se tornem discípulos aprendendo as verdades das Escrituras” (James M. Boice, Fundamentos da Fé Cristã: Um manual de teologia ao alcance de todos,  Rio de Janeiro: Central Gospel, 2011, p. 564).

 

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