Tentando pensar e viver como um Reformado: Reflexões de um estrangeiro residente – Parte 28

A Reforma: Trabalho e Vocação

Se seguirmos fielmente nosso chamamento divino, receberemos o consolo de saber que não há trabalho insignificante ou nojento que não seja verdadeiramente respeitado e importante ante os olhos de Deus. − João Calvino.[1]

Esta mania de prazer pode tomar conta das pessoas de tal forma que elas passem a negligenciar seu trabalho, suas profissões e, até mesmo, sua reputação. O prazer se transforma num poder tão sufocante que elas se deixam controlar por ele. Já se levantam pela manhã decididas a ir atrás dele e continuam até à noite. A happy-hour é o que interessa, não o trabalho pesado honesto, o trabalho real, não a preocupação com viver uma vida plena. − David Martyn Lloyd-Jones.[2]

 

Introdução

A Palavra de Deus parte do princípio da soberania de Deus sobre todas as coisas. Deus é o Senhor! Na sua relação conosco, Deus estabelece sinais dessa soberania que servem para nós como indicativo do seu poder, mantendo-nos sempre atentos ao fato de que Ele é o Senhor a quem devemos amar, honrar e obedecer.

Nesse sentido, Deus concedeu o domínio aos nossos primeiros Pais sobre todas as coisas criadas reservando exclusividade apenas sobre uma árvore (Gn 2.16-17). Deus, que nos dá todas as coisas, estabelece o dízimo como o sinal de que tudo que temos lhe pertence. Deus é o proprietário da terra e o originador de todas as bênçãos (Lv 25.23; Sl 24.1; 100.3/1Cr 29.11,14/Sl 50.9-13). Portanto, o melhor deve ser dado a ele (1Sm 2.29; Ml 1.6-14).

Quanto ao tempo, Deus como Criador e Senhor do tempo nos concede o livre uso desse bem. Requer, no entanto, a guarda do sábado, o dia de santo descanso (Êx 20.8-11).

Não pensemos com isso que Deus precise da árvore reservada, do nosso dízimo e do nosso tempo. Deus de nada precisa. Deus estabeleceu estes limites para o nosso bem, para a nossa educação e, o principal, para a nossa comunhão com Ele em quem há vida abundante.

Visando à formação da cultura, o desenvolvimento pessoal e social, Deus concede habilidades ao ser humano a fim de que no legítimo uso desses dons, possa, entre outras coisas, realizar-se como pessoa e glorifique-o no progresso da sociedade. Nesse processo, apresente o fruto do seu trabalho como ato de culto, e reconheça-o como doador e mantenedor de todas as coisas.

Adão e Eva, que tinham todas as coisas diante de si, nem por isso foram privados de guardar e cultivar o jardim do Éden (Gn 2.15). Partindo desta perspectiva, a grandeza de nosso trabalho não está, simplesmente, no que fazemos ‒ embora haja atividades que sejam, em si mesmas, repulsivas, ou que não deveriam fazer parte de nossas expectativas por contribuírem para o prejuízo de nosso próximo[3] ‒ mas, em como o fazemos.[4] Isso implica o seu objetivo último.

Dessa forma, a consagração[5] às nossas vocações revela a seriedade com que olhamos o nosso Senhor e a nossa missão. Não há satisfação maior do que atender à vocação de Deus. Alegrar-nos em Deus significa ter o prazer da sua comunhão em alegre obediência.[6]

 

         A. O Sábado do Senhor

 

                   1) Terminologia

O substantivo hebraico tfBa$ (Shabbãth), “sábado”, ao que parece, é derivado do verbo tabf$ (Shãbbath),[7] que significa, “cessar”, “desistir”, “descansar”, “deixar”, “desaparecer”, “chegar ao fim” (Gn 2.2,3; 8.22; Jó 32.1; Is 13.11; 17.3; Jr 31.36) e, conforme o contexto, “parar de trabalhar”.[8]

A ideia que a palavra sugere é a de uma obra concluída. A correspondência das palavras é extraída de Gn 2.2-3, quando diz que Deus depois de concluir a sua obra, no sétimo dia “descansou” (y[iybiv.) (shebiy`iy). No entanto, deve ser enfatizado que Gn 2 de forma alguma trata do sábado como dia a ser guardado.[9]

Shabbãth ocorre pela primeira vez em Êx 16.23:

Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso (!AtB’v;) (shabbathon), o santo sábado (tB’v;) (shabbãth) do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.

Groningen (1921-2014) conclui que, “o termo deve ser entendido como tendo um sentido geral de intervalo, um tempo entre outros, separado para propósitos religiosos específicos. Em suma, sábado significa um dia santo”.[10]

No grego, a palavra é apenas transliterada do hebraico, sa/bbaton (Sábbaton), preservando o mesmo sentido. Algumas vezes a palavra indica “semana” inteira (Mc 16.2; Lc 18.12; Jo 20.1,19; At 20.7; 1Co 16.2), visto que os demais dias não tinham nomes, sendo designados por números ordinais: 1º, 2º… O domingo era o primeiro dia da semana.[11]

            No Novo Testamento, encontramos a expressão kuriako/j (kyriakos) (“do Senhor”, “pertencente ao Senhor”), que é derivada do ku/rioj (kyrios), “Senhor”. Kuriako/j só ocorre duas vezes no NT.; em 1Co 11.20, “Ceia do Senhor”, indicando a sua instituição ou posse do Senhor; e, Ap 1.10, quando especificamente fala do “Dia do Senhor” (kuriakh= h(me/ra) (kyriakê hêmera).

Já o termo domingo é proveniente do latim, dies dominica, (dia do Senhor) que traduz o grego (kuriakh= h(me/ra) (kyriakê hêmera). A expressão latina teve influência cristã visto que os romanos designavam originariamente esse dia de dies solis (dia do sol).[12]

 

                   2) A Origem

As Escrituras registram que Deus após ter criado todas as coisas: nos céus e na terra; no sétimo dia, descansou da obra da criação.[13] Deus completou o que iniciou.[14] Temos então, a conclusão de sua obra criativa e, a santificação do sétimo dia (Gn 2.2-3).[15]

A palavra sábado não ocorre na narrativa de Gênesis, contudo, é-nos dito posteriormente em linguagem antropomórfica: “Porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado (tB’v;) (shãbbath) e o santificou” (Ex 20.11). À frente, isso é reafirmado, dizendo que nesta ocasião Deus “descansou, e tomou alento” (Ex 31.17).

Van Dyke, escreve com precisão:           “Deus não descansa da fadiga, mas em contentamento pela realização completada”.[16] De fato, Ele concluiu seus atos criativos que visam adornar o mundo em seu estado primeiro.[17] Aqui temos a transição da criação para a preservação divina.[18]

Deus cria e preserva todas as coisas. Ele continuou preservando e sustentando a sua obra, como sempre o faz.[19] Do mesmo modo, o povo de Deus, juntamente com todos os seus, seguindo o seu Criador, deve tomar alento nesse dia (Ex 23.12)[20] e rememorar o que pôde fazer em suas múltiplas relações durante a semana, reconhecendo em suas conquistas e progressos a graça de Deus.

A natureza como a criação em geral não pode ser considerada separadamente de Deus pois deste modo ou ela tornar-se-ia o centro de todas as coisas (idolatria) ou, sendo menosprezada, tornar-se-ia apenas um detalhe cósmico o qual o homem poderia usar a seu bel-prazer com objetivos egoístas e, portanto, destruidores.

É por isso que é impossível uma genuína ecologia divorciada da teologia bíblica. A questão “ecológica” é, antes de tudo, uma questão teológica.[21]

Sem a preservação de Deus nada mais existiria; tudo teria voltado ao nada, à não-existência. Por isso, podemos afirmar sem nenhum constrangimento, que até mesmo Satanás e os seus anjos, são alvos da bondade mantenedora de Deus. sem a sustentação divina, eles voltariam ao nada, que é a ausência do ser. (Vejam-se: Dt 33.12, 25-28; 1Sm 2.9; Ne 9.6; Jó 33.4/Jó 34.14-15/Sl 104.29; 145.14,15; At 17.28; Cl 1.17; Hb 1.3).

A admoestação de Deus sobre o povo na tentativa de recolhimento do maná para o dia seguinte, ocorrendo isso antes da entrega da Lei, atesta a instrução anterior de Deus ao povo quanto à necessidade de guardar este dia. Ou seja: antes da prescrição dos Dez Mandamentos já havia o ensino de Deus quanto ao sábado.

Na Lei, temos assim, a sua “codificação”.

4 Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não. 5 Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia. (…) 16 Eis o que o Senhor vos ordenou: Colhei disso cada um segundo o que pode comer, um gômer[22] por cabeça, segundo o número de vossas pessoas; cada um tomará para os que se acharem na sua tenda. 17 Assim o fizeram os filhos de Israel; e colheram, uns, mais, outros, menos. 18 Porém, medindo-o com o gômer, não sobejava ao que colhera muito, nem faltava ao que colhera pouco, pois colheram cada um quanto podia comer. 19 Disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para a manhã seguinte. 20 Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, e alguns deixaram do maná para a manhã seguinte; porém deu bichos e cheirava mal. E Moisés se indignou contra eles. 21 Colhiam-no, pois, manhã após manhã, cada um quanto podia comer; porque, em vindo o calor, se derretia. 22 Ao sexto dia, colheram pão em dobro, dois gômeres para cada um; e os principais da congregação vieram e contaram-no a Moisés. 23 Respondeu-lhes ele: Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, e o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte. 24 E guardaram-no até pela manhã seguinte, como Moisés ordenara; e não cheirou mal, nem deu bichos. 25 Então, disse Moisés: Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. 26 Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá. 27 Ao sétimo dia, saíram alguns do povo para o colher, porém não o acharam. 28 Então, disse o Senhor a Moisés: Até quando recusareis guardar os meus mandamentos e as minhas leis? 29 Considerai que o Senhor vos deu o sábado; por isso, ele, no sexto dia, vos dá pão para dois dias; cada um fique onde está, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia. 30 Assim, descansou o povo no sétimo dia. (Êx 16.45;16-30).[23]

 

                  3) O Significado

O Antigo Testamento insiste no fato de que o sábado é do Senhor (Êx 16.23; 20.10; Lv 23.3), realçando, inclusive, a sua relevância para o povo. “Nenhum outro mandamento é tão fortemente enfatizado como este”, enfatiza W. Stott.[24]

Devemos destacar que os preceitos divinos que têm origem circunstancial têm geralmente aplicação temporal. Desaparecendo as circunstâncias, cessa a sua necessidade. Por outro lado, quando a razão da lei é de ordem permanente, a lei permanece.[25]

Portanto, devido à guarda do sábado estar contida no Decálogo – os princípios que devem nortear nossas relações com Deus e com nosso próximo – o preceito divino permanece para todas as épocas.[26] “Os ‘Dez Mandamentos’ retêm um caráter tão obrigatório com relação ao crente da nova aliança como o princípio da fé que formava a essência central da fase abraâmica da aliança da redenção”, enfatiza Robertson.[27]

 

                            a) Significado Espiritual

O sábado foi abençoado (Gn 2.3; Êx 20.11) e santificado por Deus (Gn 2.3; Êx 20.8,11; 31.14; Dt 5.12). Ele tornou-se um dia especial para o seu povo, sendo também um sinal da Aliança perpétua entre Deus e nós[28] (Êx 31.16-17).[29] Um sinal de nossa santificação operada por Deus (Ez 20.12).

O sábado é que confere sentido correto à nossa vida, trabalho e demais relações. É no descanso do Senhor que encontramos o real sentido de nossa existência.[30]

Quando olhamos o 4º mandamento – já conhecido e desobedecido, por isso o “lembra-te” (Êx 20.8) ‒ em relação aos outros, vemos que este é o mais extenso (Êx 20.8-11), sendo detalhado e relacionado com o descanso de Deus (Gn 2.2-3).

É digno de nota que Deus avaliou a sua criação como muito boa, no entanto, somente o sábado foi santificado, “dando talvez a entender que o clímax da criação não foi a criação do homem, mas o dia de descanso, o sétimo dia”, sugere Hamilton.[31] Ou, mais provavelmente, significando que o sábado foi abençoado não como fim em si mesmo, mas como um dia concedido por Deus para o homem. O homem foi criado primeiro. O sábado foi criado por causa do homem e para ele, atendendo às suas necessidades (inclusive metafísicas) dentro do propósito divino que inclui o homem em sua inteireza.

Jesus Cristo instrui: “O sábado foi estabelecido por causa (e)ge/neto) (“veio a existir”, “foi feito”) do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2.27).

“Deus criou o sábado porque ele era para o bem do homem e de toda a criação”, interpreta Robertson.[32] O sábado como bênção de Deus para o homem, mantém sempre viva nossa memória no fato de que Deus criou o mundo e tudo que nele há (Gn 2.2-3; Êx 20.11)[33] e, também, descreve uma situação histórica (a libertação do Egito) prefigurando a libertação por vir; a obra recriadora de Deus (Dt 5.15).[34]

Hendriksen (1980-1982) comenta:

O sábado foi instituído para ser uma bênção para o homem: para mantê-lo saudável, útil, alegre e santo, dando-lhe condições de meditar calmamente nas obras do seu Criador, podendo deleitar-se em Jeová (Is 58.13,14), e olhar adiante, com grande expectativa, para o ‘repouso que resta para o povo de Deus’ (Hb 4.9).[35]

 

                           b) O Significado Social

O sábado faz uma conexão oportuna e ilustrativa de nossas obrigações para com Deus e para com o nosso próximo, por isso a sua ênfase também social. Logo, longe de se tornar um fardo, deveria ser um motivo de alegria.

Nele está embutido o conceito de igualdade entre os homens e a necessidade que todos têm de descanso. O sábado não é para alguns, mas, para todos. Ele tem um alcance mundial: homens, mulheres, crianças, cativos, animais e a própria terra. Para os servos e aqueles que estão sob o domínio dos outros, há a possibilidade de alívio de suas tarefas (Êx 20.8-11; Dt 5.12-15).[36]

 

Sábado e ecologia

O sábado, além de uma ampla função social, tem também um sentido ecológico: a terra deve descansar, além de semanalmente, em cada sete anos e, finalmente, no quinquagésimo ano. A terra deve também usufruir o ano sabático (Lv 25.1-12). Para o judeu a contagem sabática era mais relevante do que a década. Boa parte de sua mensuração do tempo era feita por meio de sete dias, meses e anos (Gn 7.4,10; 8.10,12; 29.18,20,27).[37]

 

Descanso para todos

Quanto à questão humanitária, vemos a recordação ao povo de que eles foram escravos no passado, portanto, sabiam o quão explorados foram e, como desejavam de forma mais imediata o descanso de suas pesadas cargas. O sábado servia para que todos tomassem alento (Êx 20.10; 23.12; Dt 5.13-15).[38] Calvino comenta que “embora o sábado tenha sido ab-rogado, ainda tem vigência entre nós (…) para que servos e trabalhadores tenham um descanso de seu labor”.[39]

Dando um salto histórico, no Novo Testamento, parece razoável associar o recolhimento de oferta para as igrejas necessitadas de Jerusalém com o primeiro dia da semana, o “sábado cristão” (1Co 16.1-2).[40]

 

                  4) O Sábado como resultado do trabalho

O sábado tem um sentido objetivo e outro subjetivo. Considerando o sábado de forma objetiva, vemos que Deus o criou para ser o dia santificado a si e, também, o nosso dia de descanso onde tomamos alento na própria dedicação litúrgica ao Senhor.

De modo subjetivo, contudo o sábado tem sentido de descanso. Portanto, dentro dessa perspectiva, o sábado só pode ser considerado por aquele que trabalhou arduamente durante os outros dias, não, necessariamente, os seis dias (nem que seja à procura de trabalho). O descanso segue naturalmente a ordem de trabalho extenuante (Êx 34.21; Lv 23.3; Dt 5.13-14).[41] O descanso pressupõe uma obra completa, realizada dentro dos nossos recursos, inclusive considerando o tempo disponível (Gn 2.2; Dt 5.13).[42]

 

Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa

_____________________________________

[1] João Calvino, A Verdadeira Vida Cristã, São Paulo: Novo Século, 2000, p. 77.

[2] David Martyn Lloyd-Jones, Uma Nação sob a Ira de Deus: estudos em Isaías 5, 2. ed. Rio de Janeiro: Textus, 2004, p. 64-65.

[3] Quanto a estas, veja-se: Klaas Runia, Vocação: In: Carl F.H. Henry, org. Dicionário de Ética Cristã, São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 604.

[4] “Todas as chamadas são de Deus, e tudo o que nós fazemos na vida cotidiana deve ser feito para louvor de Deus, seja estudo, ensino, pregação, negócios, indústria ou trabalho doméstico” (A.A. Hoekema, A Bíblia e o Futuro, São Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 74).

[5]“Não há gente pequena e gente grande no verdadeiro sentido espiritual, mas sim, só gente consagrada e gente não consagrada. O problema para cada um de nós é aplicar essa verdade a nós mesmos: será que Francis Schaeffer é o Francis Schaeffer de Deus? (…) O tamanho do lugar não é importante, mas sim a consagração naquele lugar” (Francis A. Schaeffer, Não há Gente Sem Importância, São Paulo: Cultura Cristã, 2009, p. 22,27).

[6] “Deus não é um sádico, dirigindo-nos a fazer o que não queremos, só para nos ver sofrer. Ele deseja que tenhamos alegria em tudo o que nos guia a fazer, mesmo naquelas coisas que a princípio recusamos, e que parecem desagradáveis” (J.I. Packer, O Plano de Deus para Você, 2. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2005, p. 117).

[7] Cf. Victor P. Hamilton, Shãbat: In: R. Laird Harris, et. al., eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1998 (reimpressão), p. 1521; W. Stott, Sábado: In: Colin Brown, ed. ger. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Vida Nova, 1983, v. 4, p. 265; Harold H.P. Dressler, O Shabbath no Antigo Testamento: In: D.A. Carson, org., Do Shabbath para o dia do Senhor, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 23. Veja-se também: Hendrik L. Bosman, Sabbath: In: Willem A. VanGemeren, gen. editor. New International Dictionary of Old Testament Theology & Exegesis, Grand Rapids, Michigan: Zondervan, 1997, v. 4, p. 1157-1162.

[8] Cf. Victor P. Hamilton, Shãbat: In: R. Laird Harris, et. al., eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, p. 1520-1521.

[9] Cf. Harold H.P. Dressler, O Shabbath no Antigo Testamento: In: D.A. Carson, org., Do Shabbath para o dia do Senhor, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 28-29.

[10] Gerard Van Groningen, O Sábado no Antigo Testamento: Tempo para o Senhor, Tempo de Alegria Nele: In: Fides Reformata, São Paulo: Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper, 3/2 (1998): 156.

[11] Cf. D.K. Lowery, Dia do Senhor: In: Walter A. Elwell, ed. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, São Paulo: Vida Nova, 1988, v. 1, p. 460.

[12] Cf. Cf. D.K. Lowery, Dia do Senhor: In: Walter A. Elwell, ed. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, v. 1, p. 461; Dominar: In: Antônio Geraldo da Cunha, Dicionário Etimológico Nova Fronteira da Língua Portuguesa, 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991, p. 276.

[13] Notemos que Deus cessou a obra da criação, não de preservação (Jo 5.17). “O termo em si (descansou) não significa ociosidade, inatividade completa. Significa parar de fazer alguma coisa, ficar livre da mesma. Humanamente falando, isso pode ser dito de Deus em relação à sua obra criadora” (Gerard Van Groningen, O Sábado no Antigo Testamento: tempo para o Senhor, tempo de alegria nele (II): In: Fides Reformata, Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 4/1 (1999), p. 133). Ver também: Gerard Van Groningen, O Sábado no Antigo Testamento: tempo para o Senhor, tempo de alegria nele: In: Fides Reformata, Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, 3/2 (1998), p. 156).

[14]“Deus está enfatizando nesta passagem que, sendo um Deus fiel, Ele completa o que começa” (Gerard Van Groningen, O Sábado no Antigo Testamento: tempo para o Senhor, tempo de alegria nele: In: Fides Reformata, 3/2 (1998), p. 163). Do mesmo modo: Geerhardus Vos, Teologia Bíblica do Antigo e Novo Testamentos, São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 174.

[15]Cf. C.F. Keil; F. Delitzsch, Commentary on the Old Testament, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, [s.d.], v. 1, (Gn 2.1-3), p. 68.

[16]Fred Van Dyke, et. al., A Criação Redimida, São Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 86. Do mesmo modo, Kidner: “É o repouso da realização cumprida, não da inatividade, pois Ele nutre o que cria” (Derek Kidner, Gênesis: introdução e Comentário, São Paulo: Vida Nova; Mundo Cristão, 1979, (Gn 2.1-3), p. 50).

[17]“Deus sustenta o mundo por seu poder, governa-o por sua providência, nutre e propaga todas as criaturas, ele está sempre em atividade. (…) Se Deus apenas afastasse sua mão sequer um pouquinho, todas as coisas pereceriam imediatamente e se dissolveriam em nada. (…) Deus só é corretamente reconhecido como o Criador do céu e terra quando sua perpétua preservação lhe é atribuída” (John Calvin, Commentaries on The First Book of Moses Called Genesis, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, (Calvin Commentarie’s) 1996 (Reprinted), v. 1, (Gn 2.2), p. 103-104). Vejam-se também: João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo: Paracletos, 2002, v. 3, (Sl 104.29), p. 628-629; St. Agostinho, Comentário ao Gênesis, São Paulo: Paulus, 2005 (Coleção Patrística; 21), IV.12, p. 133-135; Herman Bavinck, Dogmática Reformada: Deus e a Criação, São Paulo: Cultura Cristã, 2012, v. 2, p. 604.

[18] “Seu poder não cessou, mesmo no sétimo dia, no governo do céu e da terra e de todas as coisas que criara, pois do contrário em seguida se desfariam. De fato, o poder do Criador e a virtude do Onipotente e do Mantenedor é causa da subsistência de toda a criatura” (St. Agostinho, Comentário ao Gênesis, São Paulo: Paulus, 2005 (Coleção Patrística; 21), IV.12, p. 133).

[19] “Deus não descansou literalmente, Ele simplesmente terminou a sua obra de Criação. Se Ele tivesse descansado, tudo o que Ele havia feito nos primeiros seis dias teria se desintegrado. Deus não se cansa; Ele esteve tão ativo no sétimo dia como estivera nos outros seis – sustentando tudo que Ele havia feito” (John F. MacArthur, Jr., Deus: face a face com sua Majestade, São José dos Campos, SP.: Editora Fiel, 2013, p. 97).

[20]“Seis dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da tua serva e o forasteiro” (Ex 23.12).

[21]Veja-se: Fred van Dyke, et. al. A Criação Redimida, São Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 90ss. Francis A. Schaeffer, Poluição e a Morte do Homem, passim. Sobre o panteísmo moderno, ver, em especial, o segundo capítulo, intitulado: “Panteísmo: O Homem é semelhante ao capim”, p. 17ss.

[22] Equivalente aproximado à porção de uma xícara de chá, 200 ml.

[23] Veja-se: G.H. Waterman, Sábado: In: Merrill C. Tennet, org. ger., Enciclopédia da Bíblia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, v. 5, p. 269.

[24]W. Stott, Sábado: In: Colin Brown, ed. ger. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, v. 4, p. 265.

[25]Vejam-se: Charles Hodge, Systematic Theology, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1986 (reprinted), v. 3, p. 325; Archibald A. Hodge, Confissão de Fé Comentada por A.A. Hodge, São Paulo: Editora Os Puritanos, 1999, p. 344-345, 381; Gerard Van Groningen, O Sábado no Antigo Testamento: Tempo para o Senhor, Tempo de Alegria Nele: In: Fides Reformata, 3/2 (1998), p. 155.

[26]Veja-se: Archibald A. Hodge, Confissão de Fé Comentada por A.A. Hodge, p. 382.

[27]O. Palmer Robertson, Cristo dos Pactos, Campinas, SP.: Luz para o Caminho, 1997, p. 67.

[28] Veja-se: Harold H.P. Dressler, O Shabbath no Antigo Testamento: In: D.A. Carson, org., Do Shabbath para o dia do Senhor, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 26-27; 30ss.

[29]16 Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado (tB’v;) (shabbãth), celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. 17 Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou (tabf$) (Shãbbath), e tomou alento” (Êx 31.16-17).

[30] Veja-se: John W. R. Stott, O Discípulo Radical, Viçosa, MG.: Ultimato, 2011, p. 46-47.

[31] Cf. Victor P. Hamilton, Shãbat: In: R. Laird Harris, et. al., eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, p. 1522; W. Stott, Sábado: In: Colin Brown, ed. ger. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, v. 4, p. 266.

[32] O. Palmer Robertson, Cristo dos Pactos, p. 63. Veja-se: D.A. Carson, Jesus e o Shabbath nos quatro evangelhos: In: D.A. Carson, org., Do Shabbath para o dia do Senhor, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 65-66; 91-92.

[33] Veja-se: Archibald A. Hodge, Confissão de Fé Comentada por A.A. Hodge, p. 381.

[34] Veja-se: Gerard Van Groningen, O Sábado no Antigo Testamento: Tempo para o Senhor, Tempo de Alegria Nele (II): In: Fides Reformata, 4/1 (1999), p. 136. “O sábado abre a criação para o seu verdadeiro futuro; no sábado festeja-se antecipatoriamente a redenção do mundo, o sábado é a presença da eternidade no tempo e uma prova do mundo vindouro” (J. Moltmann, Doutrina Ecológica da Criação, Petrópolis, RJ.: Vozes, 1992, p. 394).

[35]William Hendriksen, Comentário do Novo Testamento: Exposição do Evangelho de Marcos, São Paulo: Cultura Cristã, 2003, (Mc 2.27), p. 144.

[36]Cf. João Calvino, As Institutas, II.8.28/II.8.32; Archibald A. Hodge, Confissão de Fé Comentada por A.A. Hodge, São Paulo: Editora os Puritanos, 1999, p. 381-382; Catecismo de Genebra, Perg. 180: In: Catecismos de la Iglesia Reformada, Buenos Aires: La Aurora, 1962; G.H. Waterman, Sábado: In: Merrill C. Tennet, org. ger., Enciclopédia da Bíblia, São Paulo: Cultura Cristã, 2008, v. 5, p. 269-270; A.T. Lincoln, Do Shabbaath para o Dia do Senhor: uma perspectiva bíblica e teológica: In: : D.A. Carson, org., Do Shabbath para o dia do Senhor, São Paulo: Cultura Cristã, 2006, p. 419-420.

[37] Veja-se: Alfredo Edersheim, Festas de Israel, São Paulo: União Cultural Editora, (s.d.), p. 7ss.

[38] “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro” (Êx 20.10).

[39]João Calvino, Instrução na Fé, Goiânia, GO: Logos Editora, 2003, Cap. 8, p. 26.

[40] Cf. Victor P. Hamilton, Shãbat: In: R. Laird Harris, et. al. eds. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, p. 1522.

[41] “Seis dias trabalharás, mas, ao sétimo dia, descansarás, quer na aradura, quer na sega” (Êx 34.21). 13 Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. 14 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu” (Dt 5.13-14).

[42] “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra” (Dt 5.13).

Login